ACRE: Protesto leva menos acreanos às ruas em comparação com ato de março, mas supera abril


Cerca de 1,2 mil pessoas foram às ruas durante manifestação em Rio Branco/Foto: Fabio Pontes/ContilNet
Cerca de 1,2 mil pessoas foram às ruas durante manifestação em Rio Branco/Foto: Fabio Pontes/ContilNet


A participação dos acreanos nas manifestações contra o governo Dilma Rousseff (PT) neste domingo (16) ficou bem abaixo do esperado pelos organizadores. Os líderes do “Vem pra Rua” aguardavam uma presença de ao menos 10 mil pessoas. Mas, de acordo com o balanço oficial da Polícia Militar, pouco mais de 1,2 mil enfrentaram o forte calor para pedir o impeachment da presidente da República.

Além de ficar abaixo da expectativa para o dia, o número de manifestantes também não superou o primeiro ato realizado em 2015, no dia 15 de março. À época, segundo a PM, três mil foram protestar em frente ao Palácio Rio Branco; os organizadores falavam em cinco mil. Mas agora houve superação em cotejo com o segundo protesto, de 12 de abril, quando nem mesmo 500 pessoas compareceram.

A tônica do evento deste domingo foi o mesmo dos anteriores: palavras de ordem contra os governos dos petistas Dilma Rousseff e Tião Viana. A maior participação popular era esperada por conta das crises política e econômica que só se intensificaram desde aquele 15 de março –uma tarde de domingo chuvosa.

Outro ponto apontado pelos organizadores que poderia levar mais manifestantes é o cabo de guerra em torno da greve da Educação estadual. Mas não se viu participação ativa dos grevistas e do sindicato da categoria. Os mais organizados eram os servidores da Justiça Federal também em greve. Vestidos de preto, eles apresentavam suas reivindicações e alertavam sobre o risco de um Judiciário enfraquecido.

O único momento em que a paralisação da Educação ficou em evidência foi quando uma professora usou o microfone para denunciar assédios do governo aos professores e esbravejar contra o governador Tião Viana. A greve ainda foi lembrada em frente ao gabinete da Casa Civil, sede administrativa do governo, onde, de costas para o prédio, os manifestantes fizeram um minuto de silêncio, em solidariedade aos professores.

Outro ponto em evidência foi os manifestantes ajoelhados em frente ao prédio do Ministério Público clamando por “socorro”, para que a instituição, de fato, cumpra com seu papel de fiscalizar os gestores públicos e denunciar eventuais práticas de corrupção.

Fora estes momentos, o protesto seguiu sem muitas novidades, repetindo os roteiros do “Fora, Dilma” e “Fora, Tião”, palavras de ordem contra a corrupção e pedidos de punição aos envolvidos na Operação Lava Jato. Para os organizadores, o evento não teve maior público por receio das pessoas -ou seus parentes – sofrerem algum tipo de retaliação por parte da gestão Tião Viana caso decidissem se expor no manifesto.

Do Contilnetnoticias

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