Governo e oposição empurram país para o abismo



Ao manter o mesmo nível de confronto de 2015, o governo e a oposição estão empurrando o Brasil para o abismo neste ano. A presidente Dilma Rousseff continua com um discurso errado.

Fala em diálogo, mas age de forma arrogante. Não faz autocrítica sobre os erros que cometeu. Diz que a única saída é aprovar a recriação da CPMF e ponto. Não tenta estabelecer uma ponte com a oposição para conversar sobre a crise fiscal do país.

Promete uma reforma da Previdência ciente das dificuldades no próprio PT. Ou seja, deveria antes articular uma defesa do seu partido à ideia.

A responsabilidade maior pela crise econômica é do governo, mas a oposição também tem a obrigação de ajudar o país. No entanto, o PSDB fala numa semana que terá disposição para o diálogo, mas diz na outra que não mudou um milímetro sua atitude oposicionista.

Ora, os dois lados fazem teatro ao falar em dialogar a respeito de projetos para o Brasil superar a crise. Isso só agrava os problemas. Enquanto isso, todo dia é divulgada uma notícia ruim na economia.

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Articulação política insegura

A saída temporária de Marcelo Castro do Ministério da Saúde mostra que o favoritismo de Leonardo Picciani (RJ) para se reeleger líder do PMDB na Câmara é menor do que imagina o governo. Castro reassumirá hoje o mandato de deputado federal para tentar ajudar Picciani a derrotar Hugo Motta (PB).

O gesto de Castro evidencia a insegurança da articulação política do governo. Mais: Marcelo Castro vai socorrer Picciani, mas sobretudo dará socorro a ele mesmo. Se Picciani perder a disputa para Hugo Motta, ficará mais difícil ainda manter na Saúde um ministro inadequado para a função.

Esse embate sobre a liderança do PMDB é uma guerra que dará uma vitória relativa à presidente Dilma ou ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Se Picciani vencer, restará ainda uma ala oposicionista relevante. Se der Hugo Motta, Cunha exibirá ainda demonstração de poder interno, mas o problema do presidente da Câmara está no Supremo Tribunal Federal, onde inexiste seu poder de manobrar e influenciar.

Na medida em que o país afunda em problemas econômicos, a guerra política no Congresso vai diminuindo o governo, Cunha e a oposição. Vai mostrando que a classe política não está à altura dos desafios do Brasil.

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Correção


Fonte: http://www.blogdokennedy.com.br/

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