Governo e Sinteac retomam negociações; secretário diz que é possível melhorar proposta

O secretário-adjunto de Educação, Alberto Nunes, disse que já iniciou estudos para melhorar a proposta feita pelo governo aos professores e funcionários de escola. Os trabalhadores decidiram, em assembleia geral da categoria, no último dia 25, que não aceitam a suspensão do Prêmio de Valorização por Desempenho Profissional (VDP), também conhecido como décimo-quarto salário, como condição para reajustar aumentar os vencimentos dos trabalhadores.

“Eles (a categoria) querem que seja mantida a VDP, com um intervalo menor das parcelas. Foi decidido que não é vantajoso aguardar três anos para que os percentuais apresentados sejam concretizados”, informou a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento. O encontro com o secretário ocorreu na manhã desta terça-feira (1).

“Nem tudo é possível, mas o governo está aberto a contra-propostas. Os cálculos estão sendo feitos e, acredito, deveremos encontrar meios para não sacrificar as finanças públicas e avançar um pouco mais nesta negociação”, afirmou Alberto Nunes. Para o secretário, a possibilidade de reajuste em 2016 continua sendo zero.

O que foi deliberado

Os trabalhadores em educação entendem que as negociações podem avançar. A possibilidade de greve não foi pautada pelo Sinteac, que também espera haver um entendimento sem a necessidade de paralisar as aulas. Os professores concordam com o reajuste de 19,48%, mas esperam o encurtamento das parcelas.

Na proposta inicial, o governo sugere pagar percentuais iguais em janeiro de 2017, agosto de 2017 e março de 2018. No caso dos funcionários administrativos, que têm piso de R$ 672,00, o Sinteac propõe que esse percentual seja diluído em 2017, com parcelas maiores no início do próximo ano.

A SEE deve concluir a nova proposta até o final desta semana. (Assessoria)

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