Ibope: apenas 5% aprovam governo Temer; é a pior avaliação desde 1986


Marcelo Camargo / Agência Brasil
Desde a última pesquisa encomendada pela CNI, aprovação de Temer caiu de 10% para 5%

De acordo com dados divulgados pela pesquisa Ibope nesta quinta-feira (27), sete em cada dez brasileiros avaliam a gestão do presidente Michel Temer (PMDB) como ruim ou péssima. O peemedebista tem apenas 5% de aprovação, o menor índice desde 1986. Desde o último levantamento do Ibope, a aprovação de Temer caiu pela metade, indo de 10% a 5%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


É a terceira pesquisa que mostra as piores avaliações desde a redemocratização. Na pesquisa Datafolha, divulgada em junho, Temer teve a pior avaliação dos últimos 28 anos, com 7% de aprovação. Na pesquisa Pulso Brasil, divulgada no início desta semana, 85% avaliaram o governo negativamente e 94% manifestaram rejeição à figura de Temer.

Desde que o Ibope começou a série histórica de pesquisas, em 1986, José Sarney, até então, tinha a pior aprovação, com 7%, em 1989. Considerada a margem de erro, os peemedebistas estariam empatados. A avaliação de Temer, entretanto, é a pior registrada pelo Ibope nos últimos 30 anos.

No último levantamento encomendado pela CNI, divulgado em março, a aprovação de Temer era de 10%, caindo pela metade em quatro meses. A avaliação de ruim e péssimo foi de 55% aos atuais 70%.

Questionados se aprovavam ou desaprovavam a maneira de Temer governar, 83% responderam que desaprovam, enquanto 11% afirmaram aprovar. O aumento da desaprovação em comparação ao levantamento anterior é de 10 pontos percentuais, quando 73% desaprovavam. A desconfiança em Temer tem percentual parecido. Entre os entrevistados, 87% afirmaram que não confiam no presidente, enquanto 10% disseram confiar.

A pesquisa é a segunda encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2017. Foram entrevistados 2000 eleitores entre os dias 13 e 16 de julho. Entre os que responderam a pesquisa, 21% avalia o governo como “regular”.




Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br

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