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Governo Bolsonaro usa estudo interrompido por suspeita de fraude em protocolo da cloroquina

Pesquisa da Prevent Senior foi interrompida pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa após cometer uma série de irregularidades
Bolsonaro exibe remédio a base de cloroquina - Foto: Reprodução)

O governo de Jair Bolsonaro usou um estudo incompleto e suspeito de fraude da Prevent Senior como referência em seu novo protocolo para uso da cloroquina em pacientes com Covid-19. O estudo consta nas referências bibliográficas do documento “Orientações do Ministério da Saúde para manuseio medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da Covid-19”, lançado nesta quarta-feira (20).
O estudo da Prevent Senior, empresa de convênios de saúde para a terceira idade, investigava a eficácia do uso de hidroxicloroquina em associação com a azitromicina em pacientes com Covid-19. A pesquisa, no entanto, foi suspensa no dia 20 de abril pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).
“Não se pode propor uma pesquisa prospectiva, para o futuro, e fazê-la antes. A providência que tomamos foi a retirada provisória da aprovação da Conep para a pesquisa e o pedido de esclarecimentos. Se isso se confirmar, é uma irregularidade grosseira”, explicou Jorge Venancio, coordenador da Conep, à época.
O médico Thiago Silva denunciou nas redes sociais o uso do estudo da Prevent Senior pelo governo Bolsonaro, além do protocolo citar matérias jornalísticas como referências bibliográficas.
“É pra qualquer pessoa séria morrer infartada. Sabem o que é isso? São as referências Bibliográficas do novo protocolo do MS sobre a Cloroquina. Citando o quê? Uma matéria de jornal”, escreveu.
Confira:

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