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Sob protesto, Assembleia do Ceará aprova piso dos professores

Professores estão em greve há quase dois meses e não aprovam decisão. Batalhão de Choque usou spray de pimenta para conter manifestação.
Professores foram impedidos de acessar o plenário. Batalhão de Choque usou spray de pimenta (Foto: André Teixeira/G1)
 

Professores foram impedidos de acessar o plenário. Batalhão de Choque usou spray de pimenta (Foto: André Teixeira/G1)
Em meio à tentativa dos professores estaduais de ocupar o plenário da Assembleia Legislativa do Ceará, deputados aprovaram no início da tarde desta quinta-feira (29) o reajuste salarial da categoria. Professores dizem que vão continuar em greve.
A lei aprovada nesta quinta-feira em regime de urgência determina um salário de R$ 813,79 para professores com ensino médio. Os professores alegam que o Governo de Estado não cumpre a Lei do Piso Nacional, que exige um salário de no mínimo R$ 1.180 para os profissionais do ensino médio.
De acordo com o líder do Governo na Câmara, deputado Antônio Carlos (PT), o número de professores com ensino médio é “somente um resquício”. “A matéria foi enviada à Assembleia pelo governador (do Ceará) Cid Gomes após discutir com a categoria. Nada foi aprovado sem debate”, diz Antônio Carlos.
Desde a manhã desta quinta, os professores protestam contra a votação. O Batalhão de Choque foi acionado para conter a manifestação. Foi usado spray de pimenta para evitar uma possível invasão ao plenário da Assembleia. O spray se espalhou pelos corredores do prédio e incomodou professores, parlamentares e os próprios policiais.
Os professores afirmam que vão seguir em greve até que todos os professores da rede estadual recebam o salário equivalente ao piso nacional. Eles prometem também manter ocupando os corredores da Assembleia. Nesta noite, cerca de 60 professores dormiram no prédio em colchões espalhados no interior da Assembleia.
 
Por conta do spray de pimenta, professores tiveram irritação na garganta. (Foto: André Teixeira/G1)
Por conta do spray de pimenta, professores tiveram irritação na garganta. (Foto: André Teixeira/G1)
Quatro deputados votaram contra a aprovação da matéria: Eliane Novais (PSB), Heitor Férrer (PDT), Augustinho Moreira (PV) e Roberto Mesquita (PV). A deputada Eliane Novais diz que o Governo agiu de forma truculenta ao acionar o Batalhão de Choque. “É uma forma truculenta de lidar com os professores”, disse.
Antônio Carlos afirma que os professores agiram com “excessos” e o trabalho do batalhão foi “essencial para garantir a integridade dos professores e parlamentares” que acompanharam a sessão.

Confronto

Na manhã desta quinta-feira, pelo menos dois manifestantes ficaram feridos após entrar em confronto com membros do Batalhão de Choque. Um deles sofreu uma golpe na cabeça, sangrou e foi encaminhado ao Hospital Doutor Instituto José Frota (IJF). O hospital informa que o homem passa por exame e a suspeita é de que ele tenha sofrido uma fratura no crânio.
A greve dos professores da rede estadual foi iniciada em 5 de agosto. A categoria exige o cumprimento da Lei do Piso e Plano de Cargos, Salários e Carreiras. A Justiça determinou a ilegalidade da greve em 26 de agosto, sob pena de multa diária de R$ 10.000 em caso de descuprimento.
Manifestante fica ferido em confronto com a polícia na Assembleia Legislativa do Ceará. (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Manifestante fica ferido em confronto com a polícia na Assembleia do Ceará (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
 
Fonte: www.g1.com


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