Dia Nacional do Trabalhador Rural
Imagem: Divulgação
Muitas vezes desrespeitado e desvalorizado, o trabalhador rural
no Brasil é tido as vezes como marginal. Mesmo com o amparo da Lei nº
5.889/73, regulamentada pelo Decreto nº 73.626/74 e presente no artigo
7º da Constituição Federal/88, o trabalhador rural enfrenta inúmeras
dificuldades para manter-se no campo, dignamente.
Visto que o trabalhador rural não tinha seus direitos assegurados,
foi criada a lei no 4.214, de 2/3/1963, chamada de Estatuto do
Trabalhador Rural. O Estatuto foi revogado pela lei no 5.889, de
8/6/1973, que instituiu normas reguladoras para o trabalho rural e
definiu empregado e empregador rural. No artigo 2o, lê-se: "Empregado
rural é toda pessoa física que, em propriedade rural ou prédio rústico,
presta serviços de natureza não eventual a empregador rural, sob a
dependência deste e mediante salário".
Parte desta situação é histórica. Para pesquisadores, o processo de
colonização por qual passamos influenciou, em parte, a relação entre o
homem da cidade e o homem do campo. A busca pela riqueza em nosso país,
naquela época, fez crescer a exploração da mão de obra (indígena num
primeiro momento e escravo de origem africana num segundo período).
Hoje o retrato do trabalhador rural não é muito diferente. Basta ir
para os confins de nosso país, onde as terras não são de ninguém, ou
melhor, de posseiros e ver de perto a triste situação do trabalhador
rural.
O outro lado
Por outro lado, outro ambiente do trabalho rural se desenvolveu no
país, o do Agronegócio. Este novo cenário, localizado, principalmente,
na região Sul, surgiu junto com o bom desempenho econômico aliado ao
desenvolvimento tecnológico, que ampliou a capacidade de produção e
exportação no campo. A soja, principal causa desse "boom no campo",
ajudou sem dúvida, muitos trabalhadores rurais a terem sucesso e
fartura.
Apesar do abismo econômico e social existente entre esses dois
"mundos", a essência do trabalhador rural e a forma com que ele busca
lutar para viver dignamente é a mesma, seja no Sul ou nos cantos
esquecidos do Norte do país. E faz dele um importante personagem fiel as
suas raízes e tradições do que é o homem do campo no Brasil. Seu valor
humano e histórico é, sem dúvida, essencial para firmarmos uma de nossas
inúmeras identidades e valores.
Fonte: http://www.amambainoticias.com.br



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