SAÚDE: Conselho de Medicina de SP autoriza médico a prescrever derivado de maconha
Cremesp regulamenta prescrição da substância para caso específico de epilepsia refratária a tratamento convencional
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Maconha: otencial de combate à dor motivam discussões sobre o uso medicinal da planta
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) publicou uma resolução que regulamenta o uso docanabidiol (CDB) nas epilepsias refratárias a tratamentos convencionais.
Segundo o órgão, a medida é baseada em "estudos consistentes que têm demonstrado o potencial do canabidiol em diminuir a frequência de crises convulsivas entre esses pacientes".
O canabidiol é um dos 80 princípios ativos extraídos da maconha e não tem efeitos psicotrópicos. "É importante esclarecer que o uso do CDB não induz a efeitos alucinógenos ou psicóticos, assim como não apresenta efeitos inibitórios relevantes à cognição humana", afirma a entidade que congrega cerca de 120 mil médicos no Estado de São Paulo.
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Segundo o vice-presidente Mauro Aranha de Lima, “o Cremesp entende que a principal justificativa para seu uso é a não efetividade dos medicamentos convencionais à essa forma grave de epilepsia, o que acaba por levar os lactentes e as crianças acometidas, pela sequência inexorável de múltiplas crises convulsivas, a retardo mental profundo e até mesmo à morte”.
Histórico
Apesar de o CBD ainda não ter registro da Anvisa, a agência tem permitido a importação da substância mediante prescrição e laudo médico que contenha a justificativa para a utilização do componente, além de exigir do médico e do paciente um termo de consentimento livre e esclarecido para a liberação de seu uso clínico.
O canabidiol não induz efeitos alucinógenos ou indutores de psicose, ou mesmo efeitos inibitórios relevantes na cognição humana e possui, nos estudos disponíveis até então, um perfil de segurança adequado e com boa tolerabilidade.
Para a aprovação do uso, o Cremesp levou em consideração os Princípios Fundamentais do Código de Ética Médica, que diz que o "alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em beneficio da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional".
Fonte: http://saude.ig.com.br/



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