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POLÍTICA: Dilma deve vetar fator previdenciário e propor alternativa

Imagem: https://s1.yimg.com
Com dificuldade para chegar a um acordo com as centrais sindicais, a presidente Dilma Rousseff deverá vetar a mudança do fator previdenciário. Essa regra, criada em 1999, foi suavizada pelo Congresso.

Como os deputados e senadores poderão derrubar o veto, o governo deverá apresentar uma alternativa por meio de uma medida provisória ou de um projeto de lei com urgência urgentíssima.

A ideia é criar uma regra de transição na qual a expectativa de vida seria um dos principais parâmetros. Ou seja, quanto mais tempo o brasileiro viver, mais tarde um pouco ele se aposentaria. Hoje, as mulheres no Brasil têm expectativa de vida acima de 78 anos. Os homens, de 71.

A mudança aprovada no Congresso criou o fator 85/95, que permite a aposentadoria integral quando a soma da idade mais o tempo de contribuição alcançar 85 anos para mulheres e 95 anos para homens.

Se prevalecer essa mudança, o governo alega que as contas da Previdência ficarão insustentáveis no longo prazo, o que sacrificaria as gerações futuras.

Nesta quarta, vencerá o prazo para a presidente Dilma vetar ou sancionar a flexibilização do fator previdenciário. Apesar do fracasso nas negociações desta segunda com sindicalistas, integrantes do governo dizem que haveria ainda tentativa de um acordo antes da decisão final da presidente.

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), voltou a criticar duramente o PT ao dizer que o PMDB não repetirá a aliança eleitoral com os petistas nas eleições presidenciais de 2018. Foi uma resposta às vaias que recebeu no 5º Congresso do PT, que ocorreu no final de semana em Salvador.

É fato que o PT e o PMDB estão se distanciando politicamente, mas ainda é cedo para falar em ruptura. É uma crise que tem mais fumaça do que fogo.

Interessa a setores do PT criticar duramente Eduardo Cunha, que simboliza um agenda conservadora no Congresso. O partido faz, desta forma, acenos para eleitores de esquerda.

Também interessa ao presidente da Câmara fazer contraponto aos petistas. Na prática, Cunha se fortalece politicamente diante do desgaste do PT no Congresso e da fraqueza política do governo Dilma. E isso pega bem perante um eleitorado de direita.

Postado por: ISABELA HORTA

Fonte: http://www.blogdokennedy.com.br/

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