ACRE: Em greve mais longa dos professores, 3 mil marcham em protesto contra governo

Marcha da Democracia reuniu milhares de servidores pelo centro de Rio Branco/Foto: Everton Damasceno/ContilNet

Os servidores da rede estadual de educação realizaram na manhã desta quinta-feira (30) a maior manifestação de protesto contra o governo do Acre após 44 dias de greve por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.


Cerca de 3 mil mil manifestantes, de acordo com estimativa da assessoria nacional da CUT no Estado, percorrem as ruas do centro de Rio Branco com carro de som, portando faixas, cartazes e gritando palavras de ordem contendo críticas ao governo Tião Viana.

A “Marcha da Democracia”, como foi de nominado o evento durante a convocação, começou em frente ao Palácio Rio Branco, sede simbólica do governo do Acre, com muitas críticas ao governador Tião Viana e ao secretário de Educação, Marcos Brandão, que decidiram cortar o ponto dos professores em greve.

Professores e servidores da rede estadual de educação, que contaram com a adesão de estudantes, chegaram a ocupar inteiramente a ponte Juscelino Kubitschek. O trânsito na ponte foi interrompido por cerca de cinco minutos quando os manifestantes decidiram caminhar até o Segundo Distrito.
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Rosana Nascimento
"O governador colocou a primeira-dama para convencer os gestores das escolas públicas que estão em greve a terminarem a paralisação. Estão tentando intimidar os grevistas. Isso não é papel de primeira dama. O que ele está fazendo é ridículo”, criticou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado Acre (Sinteca), Rosana Nascimento.

Os professores e servidores da educação pretendem continuar com as manifestações. Os sindicalistas do comando de greve planejam como novo protesto o fechamento das rodovias federais BR-317 e BR-364.

“O governador Tião Viana disse nos meios de comunicação que apenas 7% das escolas estão em greve. Isso é uma inverdade. A prova da mentira está aqui: mais de mil funcionários nas ruas, todos se manifestando contra a decisão dele", acrescentou a presidente do Sinteac.

Algumas escolas aderiram à greve durante a semana. Na manhã desta quinta-feira (30), a escola de ensino médio estadual, José Rodrigues Leite, fechou o primeiro semestre do ano letivo e também aderiu à greve.

"Nós, os professores da escola José Rodrigues Leite, sentamos e decidimos na manhã de hoje que também vamos paralisar nossas atividades durante este período de manifestação e repúdio", explicou o professor Fagner Moraes. 

Fonte: http://www.contilnetnoticias.com.br/

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