POLÍTICA: Cortes nas despesas do governo devem chegar a R$ 25 bilhões

A presidenta Dilma deixou para a semana que vem a reforma ministerial - Foto: ABr
Venda de terrenos e de imóveis da União, leilão de apartamentos funcionais, revisão de contratos e redução de despesas obrigatórias, como gastos com a Previdência e com o funcionalismo público, além de cortes em alguns programas sociais. Estas são algumas das medidas que deverão ser anunciadas nesta segunda-feira pela presidenta Dilma Rousseff, que prepara uma contenção entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões nas despesas do governo. 

Entre as medidas para reduzir gastos em análise por técnicos do governo está a não concessão de aumento aos servidores públicos federais no ano que vem. A expectativa é que os cortes sejam conhecidos hoje, antes de serem anunciados formalmente quais novos impostos serão adotados — ainda que temporários. É o caso da recriação da CPMF, o chamado imposto sobre cheque. 

As medidas para ampliar a arrecadação do governo e diminuir despesas foram discutidas ontem, em reunião no Palácio da Alvorada, entre a presidenta Dilma e os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil). No sábado, Dilma se reuniu com outros 12 ministros para tentar encontrar saídas para a crise econômica. 

O governo trabalha para que o volume dos cortes fique entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões. A presidenta pretende chegar a um valor o mais próximo possível dos cerca de R$ 30,5 bilhões de déficit, previstos no Orçamento de 2016. Se o corte chegar a R$ 25 bilhões, a diferença para chegar aos R$ 30,5 bilhões seria complementada por elevação de tributos. 

O rombo, somado à instabilidade política, fez com que o Brasil tivesse sua nota de crédito rebaixada pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, tirando o selo de bom pagador do país. Na semana que vem, a presidenta deve promover uma reforma ministerial, com a extinção de pelo menos 10 dos atuais 39 ministérios. Dilma pretende esperar que o vice-presidente Michel Temer, que também é presidente nacional do PMDB, volte de uma viagem à Rússia e à Polônia. Temer, que chega ao Brasil no sábado, viajou com ministros peemedebistas, alguns cujas pastas têm grande chance de perder o status de “ministério” — é o caso de Eliseu Padilha, da Aviação Civil, e de Edinho Araújo, dos Portos.

Fonte: http://odia.ig.com.br/

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