RN tem nova rebelião, que deixou um detento morto e outros sete feridos

Rebelião, que já é a segunda em menos de uma semana, aconteceu na Penitenciária Estadual do Seridó, em Caicó, interior do Rio Grande do Norte
Na noite desta quarta-feira (18) mais uma cidade do Rio Grande do Norte foi cenário de uma rebelião, que deixou um preso morto e outros sete feridos, de acordo com a Coordenadoria de Adminsitração Penitenciária (Coape). O episódio ocorreu na Penitenciária Estadual do Seridó, em Caicó, interior do estado. Segundo a instituição, situação já havia sido controlada às 22h10.


De acordo com o diretor da Coape, Zemilton Silva, os detentos do Pavilhão B quebraram um portão, e invadiram um lugar, onde funcionava a cozinha do presídio, e quebraram coisas nessa área. O presídio onde aconteceu a rebelião tem capacidade para 257 detentos.

Segunda rebelião no RN em menos de uma semana 

Na tarde do último sábado (14) um motim na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia da Floresta, na região metropolitana de Natal, deixou 26 mortos. A rebelião foi contida por volta de 7h30 do último domingo (15), após policiais entrarem no complexo penitenciário.


Segundo o governo do Rio Grande do Norte, o início do motim se deu depois de uma briga entre presos ligados a facções criminosas rivais e que cumpriam pena em pavilhões diferentes, sendo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Sindicato do Crime RN. 

Uma primeira estimativa calculava que 10 presos teriam morrido durante a rebelião, mas, após a polícia conseguir conter o motim por completo e começar a checagem de detentos, o governo do Rio Grande do Norte confirmou 26 mortos.


Responsáveis pela rebelião em Alcaçuz são identificados

No domingo (15), as autoridades de segurança pública do estado do Rio Grande do Norte afirmaram ter identificado seis responsáveis pelo comando da rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz. 

Segundo os secretários estaduais da Justiça e da Cidadania, Walber Virgolino da Silva Ferreira, e da Segurança Pública e Defesa Social, Caio César Marques Bezerra, a participação de outros detentos na rebelião ainda está sendo investigada pela polícia. Os secretários afirmaram ainda que, os detentos, cujo envolvimento seja provado, vão responder a processo criminal e podem ser transferidos para presídios federais de segurança máxima.

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