Hacker de celular de Marcela Temer pediu R$ 300 mil para não jogar nome do marido “na lama”


O caso foi tratado com discrição pelas autoridades paulistas. Alexandre de Moraes, então secretário de Segurança Pública do estado, foi quem criou a força-tarefa para prender o racker. Sob sigilo, no inquérito Temer era identificado por “Tango” e Marcela por “Mike”
Agência Brasil
Hacker cobrou R$ 300 mil para não divulgar áudio de conversa entre Marcela Temer e seu irmão

Hacker do celular da primeira-dama Marcela Temer ameaçou jogar nome de Michel Temer “na lama”. Silvonei de Jesus Souza hackeou o celular de Marcela e usou uma mensagem de voz, enviada por ela ao irmão por meio mensagem do WhatsApp, para tentar extorquir dinheiro da mulher de Temer. O caso aconteceu em abril do ano passado, quando Temer ainda era vice-presidente. As informações foram publicadas no site do jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a reportagem, o caso foi tratado com muita discrição pelas autoridades paulistas. O ministro da Justiça afastado para concorrer à vaga de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi quem comandou a criação, pela Polícia Civil, de uma força-tarefa para prender o racker. Na época, Moraes era o secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo. A força-tarefa que apurou o caso envolveu cinco delegados, 25 investigadores e três peritos a missão de cuidar do caso. Alexandre de Moraes foi indicado à vaga na Corte pelo presidente Michel Temer na última segunda-feira (6).

O texto enviado pelo hacker à primeira-dama dizia: “Pois bem como achei que esse video [na verdade, áudio] joga o nome de vosso marido [Temer] na lama. Quando você disse q ele tem um marqueteiro q faz a parte baixo nível… pensei em ganhar algum com isso!!!!”.

Pela não divulgação do áudio, o hacker teria pedido R$ 300 mil. Além do conteúdo do celular, Souza furtou também contas de e-mail de Marcela. De acordo com apuração da Folha de S. Paulo, o “marqueteiro” citado na conversa entre Marcela e o irmão, a que o hacker se refere, é Arlon Viana, assessor de Temer.

Com a denúncia, o hacker foi condenado em outubro do ano passado a 5 anos e 10 meses de prisão por estelionato e extorsão e cumpre pena em Tremembé (SP). No material que embasa o processo contra ele, em outra mensagem o hacker diz que tem “uma lista de repórteres que oferecem [R$] 100 mil cada pelo material”.

Marcela teria respondido que é “do bem” e questionado: “Você acha que isso prejudicaria alguém? Então, você quer dinheiro por causa desse áudio?”.

No inquérito policial que tramitava sob sigilo, a pedido de Temer e Marcela, seus nomes foram trocados nos registros por “Tango” e “Mike”, respectivamente.

Ao jornal, a assessoria de Temer disse que a frase reproduzida pelo hacker em que fala sobre jogar “na lama” o nome de Temer está “fora de contexto, misturando assuntos e referências para fins de chantagem e extorsão”.


Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br

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