TARAUACÁ: VEREADORA AMEAÇA PEDIR SUSPENSÃO DA VENDA DE CARNE BOVINA NO MERCADO MUNICIPAL

No último sábado (20), depois de receber várias denuncias sobre as precárias condições ambientais (higiene, armazenamento e conservação) da carne bovina que é comercializada no mercado municipal, a Vereadora Janaina Furtado foi visitar o local pra se certificar do problema.Ao chegar no açougue, percebeu  um cheiro forte de carne estragada e constatou que o produto que estava no balcão pra ser vendido apresentava cores muito escuras supostamente com fungos e odor forte, portanto imprópria para o consumo humano.  A parlamentar conversou com os magarefes que estavam de plantão naquele dia e verificou que o balcão frio do açougue está sendo fechado com uma placa de madeira, quando deveria ser vidro, a câmara só fecha as portas se “escorar” com uma cadeira e um saco de farinha e as condições de higiene são precárias.
Imediatamente a parlamentar comunicou o fato à vigilância sanitária para que o órgão fizesse uma visita ao local e uma intervenção urgente.  Neste domingo (21) ela voltou novamente ao local para conversar com um dos coordenadores do mercado Senhor Chico Ayres, que disse não há estrutura necessária de equipamento nem de pessoal para um bom atendimento à população. “Até os freezers que estão lá tive que arranjar emprestado”, disse ele.

Em conversa com o Secretário de Agricultura, Nei Fernandes, o mesmo afirmou para a vereadora, que já conversou com a prefeita e a secretaria está tentando juntar as estruturas necessárias para que a comercialização de carne no mercado público seja feita dentro das condições ambientais exigidas por lei.

Em Tarauacá, a carne só deve ser vendida ao consumidor depois de misturada (a de primeira com a de segunda) e com o preço único. atualmente R$ 8,50 (oito reais e cinquenta centavos), graças a uma lei do tempo do prefeito Esperidião Menezes Júnior, que disciplina a venda de carne bovina no mercado público.  De acordo com informações levantadas pela parlamentar, são comercializados atualmente no mercado público cerca de 15 bois por semana.
Estou fazendo minha parte que é fiscalizar os órgãos públicos que atendes a nossa coletividade. No caso da carne a questão é extremamente delicada, pois estamos tratando da alimentação básica do nosso povo e da saúde da população. Já comuniquei às autoridades responsáveis e vou aguardar uma solução imediata. Caso contrário vou aos órgãos de fiscalização e defesa dos consumidores pedir o fechamento do açougue do mercado público por colocar em risco a saúde pública e a responsabilização jurídica dos responsáveis“, disse a vereadora.
Ainda em 2017 vou propor um projeto de modernização de todo o processo de comercialização da carne no mercado público. Já que por lei a carne deve ser misturada, minha ideia inicial é que a carne seja, primeiramente, cortada, pesada, misturada, embalada em sacos com volumes de 1 e 2 quilos, receber uma etiqueta do açougue municipal e só a partir daí ser vendida ao consumidor. Para isso, a prefeitura terá que fazer alguns investimentos em estrutura de armazenamento e conservação do produto. Para isso vou realizar um debate com sociedade, criadores, poderes e representações populares. Além disso, na câmara de vereadores, eu sou a presidente da Comissão dos Direitos do Consumidor“, concluiu.

Assessoria Parlamentar

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