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TARAUACÁ: TUBERCULOSE NO PRESÍDIO MOACIR PRADO - 12 CASOS CONFIRMADOS SÓ EM 2019.


Informações repassadas pela direção dão conta que já são 12 os casos confirmados de Tuberculose na Unidade Prisional Moacir Prado em Tarauacá. A direção informa, ainda, que na maioria destes casos está avançado o tratamento, inclusive já voltaram ao convívio dos visitantes e demais presos pelo fato de não mais contagiarem ninguém.

As autoridades na área na área de saúde estadual e municipal precisam dar um amparo à saúde prisional por conta dessa situação preocupante e também por todas as mazelas que podem acometer os presos e os servidores do IAPEN. Todos os detentos e os agentes penitenciários estão diariamente expostos ao bacilo causador da tuberculose. O caso chama atenção e preocupa. Até os presos do regime semi aberto estão reclamando que alguns estão infectados. "Meu filho está no Semi Aberto. Trabalha durante o dia e a noite vai para o presidio. Lá ele pode ser infectado, voltar pra casa e infectar toda a nossa família", disse o pai de um preso.

De acordo com os relatos, alguns agentes já foram infectados com a doença, mas receberam atendimento médico e estão bem.

O Secretário Municipal de Saúde Pedro Claver disse ao Blog do Accioly que na próxima semana a Prefeitura irá realizar uma ação de saúde no presídio Moacir Prado. "Estamos ´preocupados com essa doença. Agora que temos mais médicos vamos dar uma atenção especial ao presídio com consultas e diagnóstico das doenças que acometem os detentos", disse Claver.


A tuberculose, transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch, é provavelmente a doença infecto-contagiosa que mais mortes ocasiona no Brasil. Estima-se, ainda, que mais ou menos 30% da população mundial estejam infectados, embora nem todos venham a desenvolver a doença.

Na verdade, as pessoas se comportam como reservatórios do bacilo, ou seja, convivem com ele porque não conseguem eliminá-lo ou destruí-lo e, uma vez reativado o foco, passarão a ser infectantes.

A primoinfecção ocorre quando a pessoa entra em contato com o bacilo pela primeira vez. Proximidade com pessoas infectadas, assim como os ambientes fechados e pouco ventilados favorecem o contágio.

O bacilo de Koch é transmitido nas gotículas eliminadas pela respiração, por espirros e pela tosse. Para que a primoinfecção ocorra, é necessário que ele chegue aos alvéolos. Se não alcançar os pulmões, nada acontece. A partir dos alvéolos, porém, pode invadir a corrente linfática e alcançar os gânglios (linfonodos), órgãos de defesa do organismo.

A doença evolui quando a pessoa não consegue bloquear o bacilo que se divide, rompe a célula em que está fagocitado e provoca uma reação inflamatória muito intensa em vários tecidos a sua volta. O pulmão reage a essa inflamação produzindo muco e surge tosse produtiva.

Como o bacilo destrói a estrutura alveolar, formam-se cavernas no tecido pulmonar e vasos sanguíneos podem romper-se. Por isso, na tuberculose pulmonar, é frequente a presença de tosse com eliminação de catarro, muco e sangue.

Além dos pulmões, a doença pode acometer órgãos como rins, ossos, meninges etc.

SINTOMAS

Entre os principais sintomas da tuberculose estão:
Tosse por mais de duas semanas;
Produção de catarro;
Sudorese;
Cansaço;
Dor no peito;
Falta de apetite;
Emagrecimento;
Escarro com sangue em casos mais graves.

Pessoas com esses sintomas associados ou isoladamente devem procurar um Posto de Saúde o mais rápido possível, pois o tratamento é gratuito e deve ser iniciado imediatamente.

DIAGNÓSTICO

Leva em consideração os sintomas e é confirmado pela radiografia do pulmão e análise do catarro. Ajudam a confirmar o diagnóstico o teste de Mantoux, que consiste na aplicação de tuberculina (extraída da própria bactéria) debaixo da pele, a broncoscopia e a biópsia pulmonar.

TRATAMENTO

O tratamento é feito com três drogas diferentes: pirazinamida, isoniazida e rifamicina. Durante dois meses, o paciente toma os três medicamentos e, a partir do terceiro mês, toma só isoniazida e rifampicina.

O bacilo da tuberculose cresce fora e dentro da célula de defesa. Quando está fora, não só se multiplica muito rápido como adquire resistência também muito depressa. Para impedir seu crescimento e divisão fora da célula se fazem necessárias as três drogas e o tempo mais prolongado de tratamento.

Dentro da célula de defesa, ele cresce mais lentamente e a indicação é usar uma droga que penetra na célula a fim de bloquear o crescimento da bactéria em seu interior. Por isso, os remédios devem ser tomados por seis meses. Já se tentou reduzir para quatro meses, mas a taxa de recidiva foi muito grande.

É fundamental seguir à risca o tratamento. O que se tentou fazer, e com bons resultados, para facilitar a adesão dos pacientes foi prescrever doses mais altas para serem tomadas apenas dois dias na semana.

RECOMENDAÇÕES

Não suspenda o uso da medicação antes do prazo previsto. Se você começar a tomar os remédios e parar no meio do caminho, com certeza irá selecionar uma colônia de bactérias resistentes aos medicamentos e ficará mais difícil ser curado;
Lembre-se de que desnutrição, alcoolismo, uso de drogas ilícitas e de medicação imunossupressora aumentam o risco de contrair a doença;
Familiares e pessoas próximas aos infectados devem manter certos cuidados básicos como forma de afastar o risco de contágio durante a fase inicial da doença;
Portadores do vírus HIV e de doenças como diabetes, por exemplo, podem desenvolver formas graves de tuberculose. Por isso, devem manter-se sob constante observação médica;
Leve seu filho para tomar a vacina BCG contra a tuberculose. Se não foi vacinado, aos cinco anos, deve fazer o teste de Mantoux, ou PPD. Caso não apresente reação, deve ser vacinado em qualquer faixa de idade. (Dr. Dráuzio Varella)

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