ACRE: Governador manda cortar ponto e demitir professores em greve; sindicato reage

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"Nós esgotamos as tentativas de negociação, mas o movimento grevista decidiu radicalizar. Não nos restou outra saída", disse Brandão/Foto: ContilNet

O comunicado do secretário de Educação foi dado instantes após a categoria rejeitar a proposta feita pela equipe técnica e econômica do governador Tião Viana (PT) ao comando da greve que já dura 53 dias no Estado.

Oitocentos trabalhadores, em assembleia geral realizada no Colégio Estadual Rio Branco (CERB), negaram a proposta de suspender a greve, voltar ao trabalho e retomar as negociações.

“Já estamos abrindo processo seletivo para suprir as vagas que serão abertas com a dispensa desses professores”, disse Brandão.




O secretário não soube informar quantos profissionais lotados na rede estadual de ensino ficarão desempregados.

O governador Tião Viana referendou as demissões, que teriam respaldo em cláusulas da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), segundo as quais a ausência por mais de 30 dias caracteriza abandono de emprego.

Durante a coletiva, o ex-deputado comunista Moisés Diniz, que atualmente faz parte da assessoria do governo na área de educação, permaneceu calado. Diniz chegou com o secretário e apoiou a decisão, enquanto um grupo pequeno de manifestantes aguardava o resultado da coletiva do lado de fora do gabinete do governador, no centro de Rio Branco.

Questionado se o governo reconhece a legalidade da greve, Marcos Brandão disse que “sim”. E fez algumas ressalvas: “A greve foi deflagrada quando ainda estávamos negociando. Foi um ato intransigente do Sinteac”.

“É uma vergonha um governo de esquerda se submeter a um vexame desse”, reagiu a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac), Rosana Nascimento.



A sindicalista recebeu a notícia da decisão do governo estadual com um largo sorriso. “Eles não são loucos para fazer isso. Os provisórios entraram em 2014, em concurso válido por dois anos, prorrogáveis por mais dois. Demitir trabalhador é tão arbitrário quando cortar ponto. Tenha certeza que os tribunais superiores vão reformular isso. Só Deus fará a gente desistir”.

Fonte: http://www.contilnetnoticias.com.br/

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