A primeira frase racista: "Quem você pensa que é, neguinho?"

Agência Brasil
Vicentinho: tristeza ao ver a irmã discriminada na festa da igreja
“Todo cidadão negro, homem ou mulher, se ele não reconhecer que pelo menos uma vez ele foi discriminado ele está faltando com a verdade”. A frase é do senador Paulo Paim (PT-RS), que contou ao iG sua primeira experiência com a discriminação fruto do preconceito racial. Como ele, outros congressistas falaram de suas experiências. Alguns ainda na infância, na escola, na igreja, na festinha do colega de classe. Outros, criados em comunidades predominantemente negras afirmam que o racismo só veio mais tarde.
Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados - 23.4.15
O deputado Orlando Silva ouviu de um colega de escola: "Quem você pensa que você é, neguinho?"

“É importante demais comemorarmos, autoafirmarmos, ratificarmos uma data que expresse a nossa liberdade. O Dia da Consciência Negra não é um simples feriado, não é mais um dia em que queremos descansar. É um dia que marca a luta de um povo sofrido, o povo negro”, resume a deputada Rosangela Gomes (PRB-RJ).
Antonio Cruz/Agência Brasil - 8.9.15
Paulo Paim, senador: "Professor disse que povo negro não tinha a mesma capacidade de povo branco"
“Essa data marca a imortalidade do nosso herói Zumbi dos Palmares, da Dandara (dos Palmares, cônjuge de Zumbi), que são pessoas que marcaram a história lutando contra a escravidão, portanto, contra a discriminação na sua forma mais perversa. Para nós, a data simboliza fortalecer a reflexão sobre esses aspectos”, diz o deputado Vicentinho.
Antônio Augusto/ Câmara dos Deputados - 12.3.15
Rosângela Gomes, deputada federal: quando criança, foi barrada em uma festinha pelos pais do amigo
“É uma data fundamental para que a gente afirme posições, para que a gente se afirme e para que a gente se coloque como a gente é. Na igualdade, buscando a equidade, buscando estar todo mundo junto”, diz o deputado Antonio Brito (PTB-BA), que é presidente da Comissão de Seguridade Social e Família. A comissão acaba de concluir um relatório que faz avaliação de políticas de saúde e assistência social para a população negra, que traz dados sobre racismo institucional, anemia falciforme e glaucoma (doenças que afetam mais a população negra) e analisa os trabalhos sociais para a população negra.
Gabriela Korossy/ Câmara dos Deputados - 17.11.14
Benedita da Silva, deputada federal: Criança negra não podia usar o balanço da praça
“Essa data é sobretudo o momento em que resgatamos na história a dívida que se tem com a população negra e trazermos à memória daqueles que não têm se preocupado em saber o que a escravidão foi capaz de fazer com os negros”, afirma a deputada Benedita da Silva (PT-RJ).

“Você ter um dia em que a nação brasileira reflete sobre o racismo, o preconceito e a discriminação é um momento para o Brasil pensar sobre a sua história, sobre a sua trajetória e sobre o seu futuro. Tivemos uma presença negra fundamental ao longo de séculos na formação social, histórica, cultural e econômica do Brasil, mas ao mesmo tempo os negros sempre tiveram um papel secundário conferido pelas elites brasileiras”, declara o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/

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