Educadores de todo o Pais se unem ao Ato contra as OSs em Goiânia

Uma ação orquestrada por governos da direita, notadamente do PSDB, que pretendem fragilizar as conquistas da classe trabalhadora. É assim que o coordenador do Departamento Nacional de Funcionários da Educação, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Edmilson Lamparina, se referiu à intenção do governador Marconi Perillo de terceirizar as escolas públicas para Organizações Sociais (OSs).

Lamparina foi um dos educadores que se deslocaram até Goiânia nesta terça-feira (2), em solidariedade à luta d@s trabalhador@s em educação e estudantes secundaristas contra a privatização das escolas públicas. “Privatização sim. Não tem outro nome pra isso. A intenção é acabar com os concursos públicos e com a carreira do magistério”, disparou o sindicalista.

Presidente da Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT-GO), Mauro Rubem declarou que transferir a gestão de escolas públicas para OSs ou para a Polícia Militar (PM) não é solução para melhorar a qualidade do ensino. “É somente uma forma de desviar recursos públicos para a iniciativa privada”, alertou. 


Parlamentares

A deputada estadual Isaura Lemos (PC do B) também participou do Ato Nacional contra as OSs convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) – filiado à CUT-GO – e que se concentrou na Praça Cívica. “Estão promovendo o desmonte da educação pública. O PC do B vai chamar uma audiência pública na Assembleia Legislativa para apontar as mentiras que vêm sendo ditas pelo governo estadual na televisão, procurando confundir a população”, disse.

A também deputada estadual Adriana Accorsi (PT) também esteve na Praça Cívica para colocar o seu mandato à disposição de educador@s e estudantes. “O governo estadual não dialoga com a sociedade. Para piorar, tem uma pegadinha na legislação. Enquanto as terceirizações feitas pelo governo federal têm uma cláusula que prevê o sequestro de bens das OS e seus administradores em caso de corrupção. Na de Goiás não há qualquer referência a ressarcimento ao erário”, denunciou. 

Reação

O ato promovido pelo Sintego trouxe a Goiânia educadores de Mato Grosso do Sul, Sergipe, Minas Gerais, Piauí, Distrito Federal, São Paulo, Paraná e outros Estados. Tod@s foram unânimes em afirmar que as OSs abrem a porta das escolas para a entrada do capital, do dinheiro e colocam na condução dos rumos da educação pessoas que não têm nenhum compromisso com o setor.

Aos professores e estudantes se juntaram trabalhadores de outras áreas como os servidores federais que atuam em Goiás e das Centrais Elétricas de Goiás, que lutam contra a privatização da empresa. “Esta é uma luta conjunta da classe trabalhadora do campo e da cidade”, pontuou João Maria de Oliveira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de Goiás (Stiueg), lembrando a presença da companheirada do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Créditos da foto: Reprodução
Maisa Lima, assessora de Comunicação da CUT-GO

Fonte: http://cartamaior.com.br/

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