Lista de Janot tem mais um ministro de Temer e dez governadores; veja quem são

Alckmin, Richa, Pimentel, Pezão e outros seis governadores integram a lista; senadores, deputados e políticos sem foro também estão entre os citados
José Cruz/Agência Brasil - 7.12.16
Rodrigo Janot apresentou pedidos de investigação contra os políticos e empresários citados na chamada lista de Janot

Embora o conteúdo das delações dos executivos e ex-executivos da Odebrecht esteja sob sigilo, outros 22 nomes dos 83 que compõem a lista dos pedidos de investigação que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) – a chamada "lista de Janot" – foram divulgados pela imprensa na noite desta quarta (15) e na manhã desta quinta-feira (16).


Dentre os novos nomes, divulgados pelo Jornal Nacional da TV Globo e pela edição desta quinta do jornal Folha de S.Paulo , está o de mais um ministro de Temer, além dos cinco já revelados no início da semana. Marcos Pereira (PRB), ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, integra a lista de Janot.

Na lista, também foram citados pelo menos dez governadores. Nesses casos, Janot pediu ao STF que envie as delações ao Superior Tribunal de Justiça, onde eles têm foro. Entre eles, estão Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), Fernando Pimentel (PT-MG), Tião Viana (PT-AC), Beto Richa (PSDB-PR) e Renan Filho (PMDB-AL).

O pedido, no caso dos governadores, foi feito por Janot ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal). Se Fachin acatar o pedido, a procuradoria pode então pedir ao STJ a abertura de inquérito, algo que ainda não foi decidido por Janot.


Também integram a lista os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Jorge Viana (PT-AC), Marta Suplicy (PMDB-SP) e Lídice da Mata (PSB-BA), além dos deputados são Marco Maia (PT-RS), Andrés Sanchez (PT-SP), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Paes Landim (PTB-PI).
Políticos sem foro 

Outros políticos e executivos citados na lista de Janot não têm foro em tribunais superiores e, por isso, terão o caso analisado por outras instâncias da Justiça. Eles são: Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-ministro do governo Temer, Sergio Cabral (PMDB-RJ), ex-governador do Rio de Janeiro, que está preso, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara, também preso, Duarte Nogueira (PSDB-SP), prefeito de Ribeirão Preto, Paulo Skaf (PMDB-SP), Edinho Silva (PT-SP), prefeito de Araraquara, e Anderson Dornelles, ex-assessor da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).


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