Julgamento da lista de Odebrecht no STF pode levar de 5 a 7 anos

PGR, STF e PF terão de descobrir provas do que é propina, caixa 2 e doação oficial
Divulgação/Odebrecht
Acordo da Odebrecht e Braskem com autoridades do Brasil, dos EUA e da Suíça é considerado o mais caro da história

A investigação com o julgamento no Supremo Tribunal Federal dos que forem comprovadamente envolvidos no esquema da Odebrecht pode durar de cinco a sete anos (o Mensalão, de pagamento de mesada por votações, demorou sete anos desde a revelação).


Em suma, a Procuradoria Geral da República colocou todos os citados num balaio só: o STF, a PGR e a Polícia Federal terão de descobrir ainda o que é caixa dois, o que é propina e o que é doação legal para os políticos. 

Será longo caminho, o que pode frustrar expectativas geradas pela sociedade de Justiça rápida. Neste cenário, parte dos deletados pode ser inocentada até o fim do processo.


A revolta da sociedade e de parte da boa política nacional tem endereço certo, embora a mídia não evidencie. Nota-se que não é a Previdência, a Fiscal ou Trabalhista. Para o País ter jeito as reformas mais urgentes serão a Cultural, a do Código do Processo Penal e a do Código Penal. 

José Alencar, o saudoso ex-vice-presidente, citava que o maior problema é a impunidade.

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