Mais de 70% dos brasileiros são contra a reforma da Previdência, diz Datafolha

Rejeição é ainda maior entre os funcionários públicos, chegando a 83%
Lula Marques/AGPT 28.04.2017
Manifestação na esplanada dos ministérios durante a greve geral do dia 28 contra a reforma da previdência e trabalhista

A reforma da Previdência provocou a paralisação de milhares de pessoas pelo Brasil na greve geral que ocorreu na sexta-feira (28). Nesta segunda (1º), em que é celebrado o Dia do Trabalho, pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal “Folha de S. Paulo” aponta que o descontentamento com as possíveis novas regras atinge sete em cada dez brasileiros – 71%.


A rejeição é ainda maior entre os funcionários públicos, chegando a 83%. O grupo representa 6% da amostra. Seguindo a ordem de grupos que mais são contra a reforma da Previdência, estão os jovens de 25 a 34 anos (76%) e os com ensino superior (76%), brasileiros que ganham entre dois e cinco salários mínimos (74%) e as mulheres (73%).

A pesquisa foi realizada com 2.781 pessoas em 172 municípios brasileiros entre quarta e quinta-feira da última semana, dias 26 e 28 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Favoráveis

Entre os 29% dos brasileiros favoráveis a uma reforma, três pontos são criticados: idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens, de 62 para mulheres, e a nova fórmula para cálculo de benefício. Seguindo as possíveis novas regras, são necessários 40 anos de contribuição para o recebimento do valor total da aposentadoria.


Novas leis trabalhistas

O Datafolha também avaliou a opinião das pessoas em relação a novas leis trabalhistas. Para mais de 60% dos entrevistados, a reforma proposta pelo governo e a terceirização privilegiam mais os empresários do que os próprios trabalhadores.

Para 34% dos entrevistados, entretanto, as novas regras poderiam aumentar a criação de empregos. Outros 31% não preveem mudanças, enquanto o restante acredita que vagas poderão ser fechadas, piorando ainda mais a situação do País.


Trabalhadores assalariados com registro em carteira são os mais pessimistas, com 34% acreditando que haverá menos vagas no País, 33% esperando nenhuma mudança e apenas 29% crendo na criação de novas vagas.

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